20 de abril de 2011

O Engodo do Piso Salarial dos Professores


Engodo é o que classifico em relação ao piso salarial dos professores anunciado pelo governo de Alagoas nesta quarta-feira, 20 de abril, em meio ao movimento de paralisação de advertência por 72 horas, dos servidores da educação, por melhorias salariais. O governador quer confundir a população ao anunciar a implantação do piso, tanto é que algumas categorias de outros servidores já se manifestam por igualdade de condições. Mas vamos entender o que significa o piso:
       
O piso salarial dos professores, que não é nenhum prodígio do governo do estado, mas que agora é lei, significa que nenhum professor que tenha magistério, ou seja, que não possui um curso superior, poderá ganhar menos de R$ 1.187,00 para uma jornada de 40 horas semanais. Ou seja, isso não vai mudar em nada a vida da grande maioria dos professores do estado, tendo em vista que os não graduados são uma minoria e que os que lecionam por disciplina, os que possuem licenciatura, continuam com o mísero aumento de 2,95% em maio e 2,95% em novembro, como todas as outras categorias. Sendo assim, o anúncio do piso, que é sem dúvida uma conquista daquilo que foi garantido por lei, mas não fará nenhuma mudança nos ânimos dos professores do ensino fundamental e médio, dos secretários escolares, das merendeiras, dos vigias, dos auxiliares de serviços diversos,  que terão um aumento que varia de R$ 16,07 (para quem recebe um salário mínimo) a R$ 59,88 (para professores com licenciatura plena e carga horária de 40 horas). Assim sendo, acreditamos que, se o governo não ceder e melhorar o índice do reajuste dos servidores, haverá um grande movimento gevista em todas as categorias para piorar ainda mais a imagem do nosso estado que já não está tão bem no cenário nacional.
      
Mais uma vez digo, que Deus tenha misericórdia do trabalhador alagoano.

18 de abril de 2011

Educação Paralisa suas Atividades em Alagoas

A rede estadual de ensino de Alagoas paralisou no dia de hoje suas atividades como forma de protesto pelo reajuste de 5,91% concedido aos servidores públicos estaduais pelo governo tucano Teotônio Vilela Filho. Os servidores estavam sem receber nenhum aumento há mais de quatro anos. Não obstante o ínfimo reajuste de 5,91%, o governo o fará em duas parcelas 2,95% em maio e 2,95% em novembro, o que corresponde a menos de R$ 30,00 para professores com carga horária de 20h semanais. Para os servidores que recebem um salário mínimo, o reajuste corresponde a R$ 16,07. Diante das perdas salariais de quatro anos do governo Téo receber um aumento desses é uma ofensa para as categorias dos servidores. Hoje não somente a educação parou, mas a polícia civil já anunciou greve por tempo indeterminado a partir do dia 26. 
     
O que mais revoltou os servidores públicos além do baixo reajuste foi o fato do governo ter concedido, em dezembro de 2010, um aumento de 135% para os seus secretários que tiveram os salários reajustados de R$ 6.500,00 para 15.300,00, também com a Lei Delegada nº 44, publicada no Diário Oficial do Estado um dia após o governo ter anunciado o reajuste de 5,91% para os servidores, o governo concede aumento para os secretários adjuntos e diretores da administração direta de 35%, provocando um aumento salarial de R$ 5.600,00 para R$ 7.500,00. É muita afronta para o trabalhador, pois seu salário foi reajustado pelo IPCA. E o salário dos cargos comissionados do governo foram reajustados por qual índice? 
     
O que se espera para os próximos dias é uma onda generalizada de greves e aumento da violência, da mortalidade infantil, do analfabetismo e de tudo o que há de pior no estado de Alagoas. 
     
Que Deus tenha de misericórdia do pobre trabalhador refém da política torpe do nosso país e desse estado tão massacrado...