20 de maio de 2011

Greve na Educação do Estado de Alagoas

Os servidores da educação do estado de Alagoas estão em greve desde ontem, 19 de maio, e reivindicam melhores condições de trabalho e melhores salários, protestando contra o reajuste de 5,91% concedido pelo governo após mais de 4 anos sem reajuste.




Em programa de TV, o governador Téo Vilela questionado acerca do atendimento às solicitações dos servidores públicos que estão em estado de greve por conta do aumento salarial concedido a todos os servidores públicos estaduais na ordem de 5,91% parcelado em duas vezes em detrimento do aumento de 135% concedido aos secretários de estado e de 35% concedido aos sub-secretários e diretores da administração direta do executivo, bem como o aumento de 109% dos deputados estaduais, os servidores grevistas ficam revoltados e vão às ruas protestar. 

Além da educação que decretou greve por 8 dias, estão em greve a polícia civil, e engrossam o movimento o corpo de bombeiros militar e a polícia militar que se encontram em estado de alerta e também já pararam as atividades por 48 horas. Da mesma forma, a saúde paralisou as atividades por 24 horas. Pelo visto, se o governo não apresentar melhoras aos servidores públicos, a situação no estado ficará caótica nos próximos dias.

Educação protesta contra descaso do Governo
Trabalhadores reclamam também da morosidade da Secretaria de Educação

Desde às 6h da manhã desta sexta-feira, trabalhadores/as da educação fecharam a SEE como forma de protesto contra o desrespeito do Governo do Estado com os servidores públicos e a falta de agilidade no encaminhamento dos direitos dos trabalhadores. Parados desde quinta-feira, 19, trabalhadoras e trabalhadores da educação fecharam a SEE, suspendendo o expediente.
O protesto durou a manhã inteira, com direito a denúncia da situação das escolas através de banners com fotos, leitura de moções de repúdio aprovadas em assembléia da categoria, e apresentação em telão da entrevista em que o governador Teotônio Vilela Filho dá uma gargalhada quando é questionado sobre o reajuste dos servidores públicos. “Ele trata os servidores públicos com desdém, gargalhando de algo tão sagrado para nós, que são os nossos salários”, desabafa a vice-presidenta do Sinteal, Consuelo Correia.
Ainda no telão, foi reproduzido o depoimento da professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, que reproduz o sentimento de trabalhadoras (es) da educação de todo o país.
Essa foi uma ação do Movimento Unificado dos Servidores Públicos, organizados pela Central Única dos Trabalhadores de Alagoas, que começou na tarde de ontem durante assembléia realizada na Praça Deodoro, no Centro de Maceió. A ação contou, mais uma vez, com o apoio de companheiros do Sindprev, Sindvigilantes e Sinttro, além do deputado estadual Judson Cabral, que esteve no local falando sobre números e a real situação das escolas e dos/as trabalhadores/as, reafirmando que o problema deste governo são as prioridades. “Só com publicidade e consultorias terceirizadas, gastou-se mais de R$ 30 milhões no ano passado”, disse ele.
Servidoras e servidores públicos estaduais tem sofrido com o descaso do poder público desde o início da gestão anterior de Teotônio Vilela. Sem reajuste há mais de 4 anos, não aceitaram a proposta de 5.91% divididos em duas parcelas, apresentada em abril passado. Além disso, denunciam condições precárias nas escolas, hospitais, postos de saúde, delegacias, e todos os serviços públicos estaduais. “Todo esse descaso explica os desastrosos índices sociais que Alagoas tem apresentado”, conclui a presidenta do Sinteal, Célia Capistrano.
Está marcada para a próxima segunda-feira, 23, mais uma edição da caravana da educação. Uma ação programada pelo Sinteal que percorrerá cidades no interior do estado. A primeira foi São Miguel dos Campos, no dia 13 de maio. Desta vez a atividade será em Arapiraca, terra do senhor secretário de Estado da Educação e da subsecretária, que precisam acordar para as reivindicações dos trabalhadores.

Fonte: Sinteal


Vídeo relacionado: Depoimento da professora Amanda Gurgel, Rio Grande do Norte.

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