15 de julho de 2007

Mensagem de Fé e Encorajamento


Promessas de Vitória

“Eu, o Senhor teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: ‘nada temas, eu venho em teu auxílio” (Is 41,13).

Este capítulo é para nos deleitarmos diante das promessas de Deus. Este Deus que é Pai que cuida de nós1, é Filho que nos redime2 e Espírito que nos santifica e defende3. Na Trindade Santa encontramos nossa verdadeira vocação: a santidade.


Muitos ainda têm medo de servir ao Senhor, de entregar-se totalmente em seus braços, de enfrentar às adversidades e o inimigo, mas Jesus nos diz:

“Eis que vos dei poder para pisar serpentes e escorpiões e todo o poder do inimigo” (Lc 10, 19).


Muitos acham que a graça de Deus não é para si como se o Senhor fizesse alguma escolha, sorteio ou beneficiasse somente alguns privilegiados. Mas a sua palavra é clara: “Porque sobre todos se estenderá a glória do Senhor” (Is 4, 5c). E isto é verdade, assim como o sol ilumina a todos, sem distinção. No entanto muitos têm dado as costas ao Senhor que é o Sol da Justiça (ver Ml 3, 20) e tem visto somente a sua sombra no chão. É preciso olhar para o Senhor, este Sol que não ofusca o nosso olhar, mas nos concede a força e a energia vital. A promessa é para você, mas se você virar as costas ao Sol, os raios não atingirão sua face e tudo o que você conseguirá ver será a sua sombra instável e sem vida.


É preciso aperfeiçoar a nossa comunicação com o Senhor. Ele que é a Luz que ilumina toda treva, Ele que é a Fonte da Sabedoria quer nos falar:


“Invoca-me, e te responderei, revelando-te grandes coisas que ignoras” (Jr 33, 3).


Então as respostas que carecemos será o próprio Senhor quem nos dará. A nossa oração precisa ser menos petição, menos discurso por parte de nós e mais escuta, pois Ele nos quer falar. E é dele que receberemos a instrução para a batalha, Ele tem as estratégias, ouçamo-lO.


Jesus está conosco, não há motivo para ter medo. Muitos têm medo de Deus, medo das pessoas, medo do inimigo. Não, não podemos temer a nada, nem a ninguém. Porque “depois da queda, o homem não foi abandonado por Deus. Ao contrário, Deus o chama e lhe anuncia de modo misterioso a vitória sobre o mal (grifo nosso) e o soerguimento da queda” (Catec. nº 410).


O cristão precisa ser ousado para enfrentar as forças que se opõem à vivência na graça e defender a vida em sua plenitude. Isto porque somos testemunhas do Senhor: “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas (...)” (At 1,8); e ser testemunha de Jesus é enfrentar conflitos para que o seu nome seja glorificado.

É preciso deixar-se conduzir pelo Espírito prometido por Deus.

“Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais as minhas leis e observeis os meus preceitos” (Ez 36, 27).

Ora, o Senhor não nos daria uma missão que não pudéssemos cumprir, Ele é fiel e nos dá forças e nos preserva do mal4. É possível que ainda assim você tema algo, por alguma experiência dolorosa já experimentada, mas o Senhor vem nos consolar.


“A ovelha perdida, eu a procurarei; a desgarrada, eu a reconduzirei; a ferida, eu a curarei; a doente, eu a restabelecerei, e velarei sobre a que estiver gorda e vigorosa”. (Ez 34, 16)


Talvez o seu estado seja o da ovelha, permita-me dizer, do soldado ferido, ou o soldado desgarrado que se perdeu no caminho, pode ser, e desejo que seja aquele último, forte e vigoroso diante da batalha. Mas não importa o seu estado, o Senhor cuida de todo o seu exército: Sara os feridos, cura os doentes, busca o perdido, mostra o caminho ao desviado e cuida do forte para que não esmoreça. E se você está longe, deixou que as solicitações carnais o levassem a terras longínquas, ouça o convite do Senhor:


“Se voltares, farei de ti o servo que está a meu serviço5, eles te combaterão, mas não conseguirão vencer-te, porque estou contigo para livrar-te6 e mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais o meu amor te abandonará e jamais o meu pacto de paz vacilará7, porque amo-te com eterno amor e por isso a ti estendi o meu favor8; assim, dar-te-ei os tesouros enterrados e as riquezas escondidas, para mostrar-te que sou eu o Senhor, aquele que te chama pelo teu nome, o Deus de Israel9. Ainda que tiveres de atravessar a água, estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás, e a chama não te consumirá10. Pois eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão11 porque tu és o meu filho bem amado em quem ponho minha afeição12”.

Verdadeiramente, é para nos alegrarmos e congratularmos pela bondade, pelo amor, pela misericórdia desse Deus imenso que nos “ama perdidamente” como costumamos dizer. Que está de braços abertos para nos receber, que não desiste daqueles que esqueceram dele, mas Ele jamais se esquece de nós: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? (...) E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca. Eis que estás gravado na palma das minhas mãos” (Is 49, 15).

“E agora combatentes, levantai-vos! Por que estais prostrados? Eu vos dei braços fortes e armas para a batalha. Ide!13

Agora, dê a sua resposta ao Senhor, Ele quer lhe escutar:

Ah, Senhor dos Exércitos, Tu que diriges o combate, perdoa as minhas fraquezas de soldado infiel; reveste-me novamente com armadura e capacete novos, dá-me a espada. Eis-me aqui mais uma vez, quero agora esforçar-me para ser fiel e não mais cair. Obrigado por me dares uma nova chance e não me abandonares no caminho exposto ao exército inimigo e às feras. Muito obrigado. Eu te amo Senhor!


Notas:1 Cf. Mt 6, 262 Cf. Hb 5, 7-93 Cf. Jo 14, 26; Mt 10, 19-204 Cf. II Tes 3, 35 Jr 15, 196 Jr 1, 197 Is 54, 108 Jr 31, 39 Is 45, 310 Is 43, 211 Is 41, 1312 Jo 3, 17b13 Profecia dirigida aos intercessores da Diocese de Palmeira dos Índios no ano de 2004.

Este texto é um dos capítulos do meu novo livro "Conflito Interior". Publico-o aqui para ajudar àqueles que necessitam de uma mensagem de encorajamento, de fé, de esperança. 

Todos os direitos reservados a Edson Marques Brandão.

Aguardem o livro. Deus os abençoe!

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